Pessoas que perceberam finalmente o que era o Charlie Hebdo, fecharam o período das suas vidas em que foram Charlie e voltaram a ser Tómané, Micas e Joca

Mário Botequilha 9 de Janeiro de 2015

Portugal mobilizou-se em solidariedade com os humoristas assassinados em Paris, apesar de a maior parte das pessoas pensar que o Charlie Hebdo era uma espécie de anedotas das Selecções do Reader’s Digest com um cheirinho de Prédio do Vasco.

“Missão cumprida. Vi finalmente as caricaturas do xábedô esta manhã no telemóvel de um tipo que ia ao meu lado no comboio e já meti os papéis para mudar outra vez de nome”, confirmou a IP um sujeito que foi Charlie até esta manhã e que desde a hora de almoço voltou a ser Zé Luís.

O mesmo fenómeno ocorreu um pouco por todo o país e muitos Zé Charlie e Maria Charlie voltaram a ser Micas, Joca, Tómané ou Marques Mendes. A excepção é Gustavo Santos, que era Gustavo Santos e entretanto passou a ser Charlie. MB

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