Empregada de limpeza usou três Mirós para passar Ajax nos vidros da sede do BPN

Fábio Benídio 1 de Março de 2014

A empregada de limpeza de uma galeria de arte italiana colocou no lixo vários componentes de uma instalação do artista nova-iorquino Paul Branca, julgando tratar-se, ora aí está, de lixo.

A incúria deixou perplexo o mundo artístico, que não compreende como é que foi possível alguém ter confundido migalhas de biscoitos, embalagens vazias e restos de jornais com lixo, principalmente se se tiver em conta que aqueles detritos estavam dispersos no chão de forma aleatória, remetendo o observador para o questionamento da arte enquanto lugar provisório do ser humano no limiar da sua própria efemeridade. Mas a situação está longe de ser inédita. O mesmo já havia sucedido com obras de Tracey Emin, Damien Hirst e também de Juan Miró. Relativamente a este último, sabe o IP que uma funcionária do BPN usou três pinturas para polir os vidros da sede do banco, julgando tratar-se de papel absorvente. A Christie’s garante que vai vender as obras mesmo assim e que o cheiro a amoníaco até faz aumentar o valor da base inicial, garantindo um maior encaixe ao governo. FB

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