Os 157 técnicos da Segurança Social que têm de decidir 37 mil casos de regulação parental entregam normalmente a custódia da criança ao progenitor que se parecer mais com ela

Vítor Elias 22 de Setembro de 2012

O Conselho Directivo do Instituto de Segurança Social (ISS) denunciou que os inúmeros atrasos relativos aos pedidos dos tribunais no âmbito de processos de regulação do poder paternal se devem à existência de apenas 154 técnicos da Segurança Social para tratarem as 37 000 solicitações que existem anualmente.

De facto, ao que o IP apurou, os poucos técnicos estão de tal maneira assoberbados de trabalho que se limitam a aconselhar aos tribunais que a criança fique com o progenitor que “sai mais a ela”, bastando ter as orelhas parecidas ao pai para lhe ser entregue, mesmo que este seja criminoso, toxicodependente, antigo administrador do BPN ou o Duarte Lima. Os técnicos decidem ainda que membros do casal desavindo “tem cara de pirilau e qual tem cara de rabo”, aconselhando depois a entrega do filho a um ou a outro, dependendo de o bebé dizer primeiro “xixi” ou “cócó”. VE

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