Funcionários de empresas da economia paralela aumentam contribuição para a Segurança Social de 0% para 0% e empresas da economia paralela reduzem contribuição para a Segurança Social de 0% para 0%

Vítor Elias 15 de Setembro de 2012

Pedro Passos Coelho anunciou que o aumento das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social passará dos 11% para os 18%, valor para o qual também passará a contribuição das empresas, que até agora era de 23,75%.

Esta medida apanhou de surpresa os agentes nacionais da economia paralela, quer os patrões como os funcionários, que não contavam ter de fugir ao pagamento 18% à Segurança Social, quando tinham as suas vidas organizadas para fugirem a 11% e 23,75%. “Não se brinca assim com a vida de uma pessoa”, referiu o funcionário de uma papelaria que nunca passa facturas e que recebe o seu salário em notas sem o declarar ao Fisco. “Onde é que eu vou buscar os 7% a mais que não vou pagar ao Estado? E acham justo o meu patrão não pagar menos 5,75% de contribuições sobre o meu salário que oficialmente não existe? Quem se lixa é sempre o mexilhão cuja apanha ilegal não é declarada a nenhuma entidade competente, pá”, desabafou. VE

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