Jovem designer que fez greve de fome até arranjar emprego não vai comer muito mais quando começar a trabalhar

Vítor Elias 13 de Setembro de 2012

O jovem designer portuense José Eduardo, que decidiu entrar em greve de fome até arranjar um emprego, já teve várias ofertas para trabalhar, mas decidiu, por enquanto, permanecer na Rua de Santa Catarina.

Isto porque, ao que o IP apurou, José Eduardo começou a fazer contas ao que vai ganhar, ao que vai pagar de IRS, as contribuições que vai ter de fazer à Segurança Social, o preço do passe social que vai ter de comprar para ir para o emprego, o IVA que vai ter de pagar nos restaurantes para almoçar fora todos os dias e concluiu que, mesmo após arranjar emprego, o mais provável é que coma tanto como até agora. Se até aqui esteve sem comer nem beber água, quando tiver emprego, ao fim do mês, apenas ficará com dinheiro para beber água numa fonte pública, porque é bem provável que nem lhe sobre dinheiro para pagar a conta da água. José Eduardo ficará sentado sem fazer nada, esperando que algum partido político perceba assim que tem as qualidades essenciais para se ser deputado, cargo onde – aí sim – será bem remunerado. VE

Foto: Paulo Pimenta


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