Precários e profissionais liberais vão ter de comprar a tinta verde dos seus recibos

Vítor Elias 12 de Setembro de 2012

As medidas de austeridade anunciadas por Vítor Gaspar penalizam fortemente os trabalhadores a recibos verdes, que passam a pagar 30,7% dos seus vencimentos à Segurança Social.

Porém, o IP sabe que a este valor astronómico acresce ainda mais 0,5% para financiar a tinta verde com que os recibos são imprimidos, calculando o ministro das Finanças que o Estado gasta mais de dois toners por ano com cada profissional liberal ou trabalhador precário, o que obviamente é uma injustiça para as finanças públicas. Caso as metas do défice não se cumpram em 2013, os trabalhadores independentes terão ainda de criar os seus próprios livros de recibos verdes, comportando todos os custos da sua produção em edições de autor que, se quiserem, “podem mais tarde ir autografar para a Feira do Livro”, segundo Vítor Gaspar. “Pode parecer um abuso que estes trabalhadores tenham de pagar a tinta dos seus recibos, mas temos de perceber que, como provavelmente vão todos acabar a trabalhar nas obras, a despesa não será assim tão grande, basta aproveitarem os restos das latas de tinta que sobrarem nos andaimes”, esclareceu o ministro das Finanças. VE

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