Cabras que reduzem risco de incêndio exigem capacetes de bombeiros para todas ou não comem nem mais um arbusto

Mário Botequilha 20 de Julho de 2012

Ainda há gente empreendedora em Portugal: decorre, em Vila Pouca de Aguiar, um projecto-piloto de altíssima complexidade tecnológica e científica que, basicamente, consiste em pôr cabras a comer mato rasteiro para reduzir os riscos de incêndios florestais.

A ideia era boa mas está ameaçada pela força reivindicativa do gado, que terá sido contaminado por ideias anarco-sindicalistas depois de uma das cabras ter comido um livro sobre o estágio de Saltillo da selecção em 1986. “As cabrinhas querem capacetes e andar no tinóni como os bombeiros, coitadinhas”, explica um pastor. “As cabrinhas só querem usufruir das regalias do funcionalismo da protecção civil”, explica ainda o pastor. “Coitadinhas”, conclui. MB


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