FMI exige que trabalhadores privados substituam lancheira cheia de comida por porta-moedas com tremoços

Vítor Elias 18 de Julho de 2012

A “troika” veio exigir na quarta avaliação a Portugal que os salários no sector privado não subam, bem pelo contrário, até sejam diminuídos, de maneira a aumentar a competitividade da economia nacional.

Isto são péssimas notícias para os trabalhadores privados que já levavam lancheira de casa para o almoço, devido à crise. De facto, Abebe Selassie considera esse novo hábito ainda pouco regrado, tendo manifestado a vontade de que os trabalhadores privados deixem de levar para o trabalho lancheiras com sopa, pão, fruta e pratos frios que depois aquecem no micro-ondas da empresa (aumentando assim a dependência energética nacional por causa de umas míseras favas com entrecosto que até sabem melhor com a gordura da carne de porco solidificada) por alternativas mais em conta, como um pequeno porta-moedas com tremoços e amendoins de marca branca ou um daqueles saquinhos usado para se colocar o telemóvel à cintura com uma singela banana lá dentro. Quanto aos funcionários públicos, Abebe Selassie considera que nem sequer precisam de comer, uma vez que já acumularam camada adiposa suficiente em todos os anos passados de despesismo público e, como o FMI acha que não fazem nada de qualquer maneira, podem inclusive hibernar nalguma repartição até passar a crise. VE

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