Passos Coelho reconhece ao ‘Financial Times’ que chefs portugueses podem não voltar tão cedo aos mercados

Vítor Elias 18 de Abril de 2012

Pedro Passos Coelho confessou num artigo publicado hoje no “Financial Times” que não existem garantias que Portugal consiga para regressar aos mercados antes de setembro de 2013.

Para mais, o primeiro-ministro referiu que mais famosos chefs que existem em Portugal – como Vítor Sobral, Lubomir Stanisic ou Dieter Koschina – possam igualmente voltar tão cedo aos mercados para fazerem as suas compras, onde a qualidade dos produtos é maior mas os preços também são mais altos. Segundo Passos Coelho, enquanto se mantiver o programa de assistência financeira a Portugal os chefs terão de esquecer os mariscos da Ria Formosa do Mercado de Olhão, as frutas do Cadaval do Mercado da Ribeira os os salmonetes da costa do Mercado de Setúbal, contentando-se com as promoções dos hipermercados, que vendem amêijoas vietnamitas que foram mortas pelo Chuck Norris, frutas que estão congeladas desde o tempo dos mamutes e percas do Nilo que foram pescadas por Moisés quando fugia do Egipto. António José Seguro assegurou que a receita da “troika” não está a funcionar e que Portugal deverá ter uma agenda de crescimento que permita aos chefs portugueses voltarem aos mercados e cozinharem os melhores produtos, como amêijoa-boa, mexilhão-excelente, conquilha-soberba e berbigão-elitista. VE

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