‘Smart Shops’ vendem droga que dá a sensação que o jovem tem um emprego

João Henrique 2 de Março de 2012

Com o desemprego jovem a 35,4%, mais do dobro da média nacional, o consumo de drogas está a mudar.

As lojas onde são vendidas drogas que a lei não proíbe deixaram de apostar nas drogas que imitam os efeitos da cocaína ou do ecstasy, produtos que faziam mais sentido em tempos de prosperidade, altura em que as pessoas precisavam de um escape para relaxar do stress do trabalho. O novo fertilizante de plantas está a ser um sucesso de vendas. “Man, fui à entrevista de emprego e escolheram-me. Estou muito contente por fazer parte do projecto e sei que as pessoas confiam em mim. Acordo todos os dias para tentar superar-me e dar cada vez mais de mim a esta empresa. Tem estado a correr bem. Hoje já tive quatro reuniões. O telefone não pára. Daqui a pouco vou fechar um negócio e é uma cena à grande. Pá, o chefe acabou de chamar-me, tenho de acabar os relatórios. Até já, abraço”, contava um jovem de pijama virado para a parede do seu quarto. JH



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