Maioria dos deputados defende que lei portuguesa apenas permite a ‘safe house’ de São Bento

Vítor Elias 1 de Março de 2012

O desejo de António Costa em criar uma “safe house” – ou seja, um bordel legalizado – na Mouraria está a causar enorme polémica, por supostamente não ser permitido pelo enquadramento legal português.

Ao que o IP apurou, as nossas leis apenas permitem que tal realidade exista sempre e quando quem a pratica seja eleito pelos portugueses, o que não é o caso das prostitutas. “Está na lei: prostitutas em Portugal, só eleitas. Foi para isso que se fez Abril”, garantiu ao nosso jornal o deputado Basílio Horta, um dos fundadores do CDS que depois aceitou um tacho no ICEP oferecido pelo José Sócrates e acabou na bancada parlamentar do PS que durante anos combateu. “Temos de perceber que este é o tipo de não-notícias destinadas a encher a agenda política paradigmática de uma sociedade onde a comunicação social está ao serviço de interesses económicos e políticos pouco claros”, concordou o deputado José Pacheco Pereira, que começou como simpatizante do PCP, viu a sua intenção de se juntar ao PCP negada pessoalmente por Álvaro Cunhal, ajudou depois a fundar um partido maoísta inimigo que odiava Álvaro Cunhal e saltou directamente para o PPD, notabilizando-se desde então por criticar os ex-colegas do partido maoísta que actualmente estão no Bloco de Esquerda e por escrever a biografia “best-seller” do Álvaro Cunhal. VE



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