Metropolitano de Lisboa proíbe homens de se sentarem no mesmo banco

Vítor Elias 31 de Janeiro de 2012

A rede social “Manhunt”, usada por homossexuais para combinarem encontros amorosos, assinou contrato com a Multimedia Outdoors Portugal (MOP), que gere a publicidade no Metropolitano de Lisboa, para colocar anúncios publicitários nas estações do Rato, Saldanha, Picoas, Marquês do Pombal, Cais do Sodré e Restauradores, mas a administração do Metropolitano de Lisboa proibiu os anúncios de serem expostos.

A “Manhunt” acusa o Metropolitano de Lisboa de homofobia, acusação negada pelo ML, mas o certo é que, como o nosso jornal apurou, o ML proíbe agora também que dois homens se sentem no mesmo banco de uma carruagem do Metro se não forem pai e filho ou irmãos, já não podendo ser primos, uma vez que, segundo a administração do ML, “toda a gente sabe que, entre os gays, quanto mais primo, mais se lhe arrimo”. Para além disso, o ML proibiu os passageiros de tratarem os inspectores da empresa por “picas”, pois poderia dar azo a trocadilhos de cariz sexual potencialmente desviantes, proibindo ainda que qualquer carruagem longa dura da empresa entre numa apertadinha estação, devido à forte conotação fálica da actividade. Os túneis do metropolitano passarão ainda a ser fortemente iluminados, para que ninguém possa pensar que funcionam como “quatros escuros”. VE



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