Ongoing: empresa que não se sabe o que faz está preparada para tudo

Mário Botequilha 3 de Setembro de 2011

Se for necessário, a Ongoing pode tomar conta do governo de Portugal, reconstruir a Líbia num fim-de-semana, colocar António Vitorino na NBA ou gerir o fim do mundo Maia, daqui a um ano.

Apesar de não se saber muito bem o que é, o que faz ou se é mineral, animal, vegetal ou extraterrestre, a Ongoing sofre da síndrome Carlos Freitas tem recrutado desde o ex-deputado Branquinho a José Eduardo Moniz, do patrão da inteligência militar a membros do governo Sócrates) e constituiu um estado-maior de chefes a quem só faltam os índios. “A Ongoing, se pedirem com jeitinho, está habilitada a dirigir o acelerador de partículas, comprar toda a dívida americana, definir o genoma de Mário Crespo, colocar Teresa Guilherme na lua, invadir a Coreia do Norte e a RTP, demolhar bacalhau especial em apenas 24 horas ou descobrir o novo Pacheco Pereira”, gaba-se o CEO Nuno Vasconcellos. “A Ongoing é o Forrest Gump do século XXI”. O ex-deputado Branquinho, que perguntava, de braços no ar, na comissão de inquérito parlamentar ao caso PT/TVI, o que era e a que cheirava uma Ongoing, encarna na perfeição o espírito da holding e manifesta-se esclarecido: “Sim, entretanto, já percebi o que é a Ongoing”, confirma Branquinho. “É o nome que está no cabeçalho do cheque mensal e na tatuagem que nos fazem na nádega direita quando assinamos contrato”. MB




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