Super Álvaro em entrevista exclusiva ao IP: ‘Portugal pode ser a National Hockey League da Europa’

Mário Botequilha 2 de Julho de 2011

IP – Senhor Professor Doutor Álvaro Santos Pereira, sua excelência o ministro da Economia, do Emprego, das Obras, do…

Álvaro – …Por favor, trate-me por Álvaro.

IP – Vává, Portugal é muito diferente de Vancouver, onde esteve emigrado?

Álvaro – É tal e qual. Até a “Praça da Alegria” é igualzinha à que eu via na RTP Internacional. De resto, o Canadá tem as cataratas de Niágara e Portugal tem milhares de velhinhos em lista de espera para serem operados às cataratas. No aspecto negativo, o Canadá deu Céline Dion ao mundo e o PSD deu o Miguel Relvas. É ela por ela.

IP – Vitinho, como foi a primeira semana em funções?

Álvaro – Maravilha. Tinham-me dito que o Carvalho da Silva e a CGTP iam transformar a concertação social nos playoffs da National Hockey League e que ia haver pancadaria tipo Vancouver Canucks contra Boston Bruins mas ainda não foi preciso largar-lhes a polícia montada às canelas nem nada.

IP – A prioridade que está a ser dada ao sector exportador vai melhorar a vida dos portugueses, Alvito?

Álvaro – Já está a melhorar a do André Villas-Boas, por exemplo. Mas não chega. A minha preocupação é que cada português possa comer o seu bife de rena e veja o seu joguinho de lacrosse descansado e sabendo que o nosso primeiro e a chefe de estado, sua majestade Isabel II, estão vigilantes.

IP – Man, é verdade que começaste a trabalhar sem Internet e telefone de serviço como li no “i”?

Álvaro – É. Tenho estado a usar o wireless da embaixada do Canadá e a pagar uma fortuna em roaming porque as minhas chamadas passam todas por Vancouver. Mas tudo bem. Não foi pelo dinheiro que aceitei este cargo.

IP – Então foi porquê, Fanã?

Álvaro – Pelo esqui. Diz que Lisboa fica linda coberta de neve. Estou ansioso que chegue o Outono para vir no meu trenó puxado por cães para o Chiado. Assim que o Canadair, o Bobsleigh, o Piruças e o Curling saírem da quarentena no aeroporto, elaboro-lhes um vínculo ao Estado e dispenso o motorista. MB

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