Pressionado pelo FMI, Santo António anuncia medidas para os Santos Populares

Inimigo Público 14 de Junho de 2011

Por Sérgio Mak Costa

Santo António, o ainda responsável pela tutela dos Santos Populares em Lisboa, não quis esperar para se reunir com Passos Coelho para avançar com um plano de contingência, de acordo com as directrizes da troika.

“São muitos anos a pregar”, avançou o padroeiro, “não vai ser um menino de Massamá que me vai ensinar. E, para tratar de meninos, já me basta o que tenho ao colo”. Num comunicado à imprensa, distribuído em versão quadra de manjerico, Santo António divulgou algumas das medidas, que passam por um corte de três marchantes em cada bairro, começando pelos que não têm dentição completa. Refira-se também que a utilização de padrinhos foleiros sofrerá uma agravante financeira, que será máxima no caso da escolha recair sobre a Maya. As sardinhas e as febras de serviço nesse período não receberão horas extraordinárias, mas haverá uma redução de efectivas no pão. Ao nível de “tostõezinhos para o Santo António”, este recomenda que, antes de ser concedido o crédito à criança que faz o pedido, deve ser pedido um histórico bancário da mesma e um projecto sólido da aplicação do capital a conceder. Questionado sobre a possibilidade de Paulo Portas poder ser o seu sucessor no cargo, Santo António foi parco em palavras “Para tratar disto tudo não basta ir às feiras e ser popular, é preciso ter a careca no sítio certo”.

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