Fernando Nobre: “Dêem-me um tiro, porque se não me derem, eu vou para o Parlamento!”

Inimigo Público 3 de Junho de 2011

Por pedro almeida

A pedido de Pedro Passos Coelho, e pondo fim ao apagamento que tem caracterizado a sua presença nesta campanha, o candidato pelo PSD e cabeça-de-lista por Lisboa Fernando Nobre tentou repetir o truque usado há poucos meses para as Presidenciais, e, em Setúbal, gritou aos apoiantes sociais-democratas o célebre apelo ao “tiro na cabeça”.

Desta vez, porém, o fundador da AMI, ex-Independente e ex-mandatário do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu, decidiu alterar o seu apelo, fazendo-o convergir com algumas das ideias que marcaram esta campanha laranja, tendo bradado, com voz trémula: “Dêem-me um tiro no escroto. Dêem-me um tiro no escroto, porque se não me derem, no dia seis, eu hei-se ser Presidente da Assembleia da República!” As reacções não se fizeram esperar. Eduardo Catroga, num directo a partir de uma praia de Porto Galinhas, enquanto comia camarão grelhado e com axé como música de fundo, em calções e óculos de Sol, manifestou “o incondicional apoio a Nobre”. Já José Sócrates, vestido de paquistanês, afirmou que o turbante que trazia em torno da cabeça era, na verdade, ligadura hospitalar tingida de azul, porque, “também aqui o Partido Socialista está muito à frente dos outros: só esta semana, foram mais de 14 as vezes que levei um balázio na cabeça, e isso não nos assusta nem nos desmobiliza”, declarou, agitando verticalmente as mãos em gestos de determinação.

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