Depois do Tokyo, do Jamaica e do Europa, também o Portugal vai ficar fechado enquanto correm obras

Inimigo Público 14 de Maio de 2011

Por rui jacaré

Arrentela – Depois de o Público, o suplemento menos rentável do IP, ter revelado que os espaços de diversão nocturna Tokyo, Jamaica e Europa iriam fechar para obras devido à degradação do imóvel onde estão instalados, sabe-se agora que também o Portugal vai fechar para obras.

O bar/tasca decadente Portugal, espaço de diversão de eleição para mercados especuladores e boys governamentais, aparentava há muito graves evidências de decomposição e um enorme risco de derrocada económica (isto para já não falar da moral). O proprietário do espaço-membro da União Europeia, um antigo engenheiro da Cova da Beira, não concorda com a decisão – para a qual muito contribuiu o relatório de um fiscal da câmara municipal chamado Thomsen – de encerrar o espaço. Segundo Zé, parte do edifício mantinha-se estável. “Uma das partes de edifício mais estáveis da Europa”, afiançou mesmo. Na sua opinião, o espaço foi arrastado para esta situação pela má publicidade de outros dois bares, o Irlanda e o Grécia. Lembramos que há uns meses, perante um desmoronamento iminente, estes dois espaços tiveram de pedir ajuda para financiar obras de remodelação. Segundo o que o proprietário do Portugal, esse conhecido estabelecimento localizado junto à fronteira espanhola, nos confirmou, o senhorio (através da sua representante, uma senhora chamada Merkl) já se prontificou a ajudar a suportar os custos das obras. Porém, fontes mais pessimistas – exacto, o Medina Carreira – deixam no ar a hipótese deste local emblemático da noite europeia não voltar a abrir. “Parte do edifício, aquele que tem o Estado Social, já ruiu parcialmente. Não me parece que vá abrir nos próximos anos… Se quiser, mostro-lhe um gráfico que…”

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