Realizadoras que fazem filmes pornográficos dirigidos ao público feminino mostram mais erotismo, mais beijos, mais carícias, mais carinho, mais paixão, mais intimidade, mais cumplicidade, mais romantismo, só não mostram sexo

António Marques 16 de Abril de 2011

O bom cinema pornográfico tem enredos simples.

O canalizador chega a casa da mulher casada, cujo marido está sempre fora de casa, ( os cornudos trabalham sempre no duro para que nada falte no lar) e se 3 minutos depois, a mulher não tem o pénis do canalizador na boca, trata-se de pornografia artística, de que se deve fugir, pois o realizador acha-se o Terrence Malick do porno. Os pedantes do porno, que odeiam porno americano, assistem no CineParaíso, a Cinemateca do porno, a porno polaco, esloveno, bielorruso, sueco, dinamarquês e, claro, porno francês, onde o homem cita Sartre enquanto fornica e a mulher disserta sobre Camus enquanto se vem. Já no porno realizado por e para mulheres, há imenso diálogo, homem e mulher desnudam perante o outro a alma, não o corpo. Para o leitor ter uma ideia, o porno feminino é igual a um episódio de “Irmãos e Irmãs”, mas com menos sexo. A.M

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