Dois malogrados marcam o dia de hoje: Elizabeth Taylor coleccionava maridos e José Sócrates coleccionava PECs

João Henrique 23 de Março de 2011

Duas das caras mais emblemáticas da indústria da ficção e do entretenimento sairam hoje definitivamente de cena. Elizabeth Taylor, um dos últimos ícones de Hollywood, e José Sócrates, um dos últimos ícones da política portuguesa.

Mas se Hollywood chora a morte de Elizabeth Taylor, Portugal chora de alegria a morte política de José Sócrates. Duas personalidades que nunca controlaram os seus impulsos. Ela não resistia a jóias, ele não resistia a défices. Elizabeth Taylor teve sete maridos e José Sócrates teve quatro Programas de Estabilidade e Crescimento. O primeiro casamento de Elizabeth Taylor foi de clássico vestido branco, de cauda comprida e véu com muito tule. Mas durou pouco, tal como o primeiro PEC de José Sócrates. Richard Burton foi o grande amor de Liz e o PEC IV foi o grande amor de José Sócrates, até porque, em ambos os casos, trata-se de um amor que é interrompido mas que é depois retomado por ser irreversível. Sócrates falava dos seus Programas de Estabilidade e Crescimento da mesma forma que Elizabeth Taylor falava dos seus homens: “Desta vez é que é. Não é preciso outro, este é suficiente”. JH

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