O disfarce de Carnaval de Sócrates

Inimigo Público 8 de Março de 2011

Por Amigo do Inimigo

“Adorei, adorei, adorei, a partida de Carnaval que me pregaram em Viseu.

Olhe vou copiar-lhes a ideia e disfarçar-me de Primeiro Ministro à rasca e pregar eu próprio uma partida a todos os portugueses, enfim quase todos”, foi com este bom humor que Sócrates reagiu à interrupção do repasto em Viseu. Foi possível no entanto conversar longe dos holofotes com o PM e este pôde finalmente mostrar o seu lado mais humano e empático, sem aqueles gestos narcísicos mão acima, mão abaixo enquanto discursa. “Na realidade sou também um precário. Já viu a minha situação? O pai está ansioso por me correr de S. Bento, diz que é tempo de sair de casa e arranjar um trabalho a sério e a mãe emigrada na Alemanha e crente no Buda (Nr – para os não crentes Buda=Bundesbank) ameaça cortar-me a mesada a qualquer momento, lá se vão os meus hobbies. E depois eu sou uma vítima do aparelho, se não acalmo os apetites daquela gente tenho-os à perna, veja o que fizeram ao Guterres. Esse ao menos sabia falar inglês, e foi trabalhar para o coiso para ajudar os coisos. Eu se me tiram isto, ainda tenho que pedir emprego ao capitalista explorador e malcriado do Pingo Doce”.

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