Carlos Silvino nega, entre outras coisas, ser vermelha a parka que usou quando rebentou o escândalo da Casa Pia

Inimigo Público 2 de Fevereiro de 2011

Por Samuel Abeillard

Carlos Silvino, o principal arguido do processo Casa Pia e em cujos depoimentos se baseou boa parte da acusação e da sentença, nega a generalidade dos factos, diz que foi forçado a fazer aquele tipo de declarações e que foi obrigado a usar aquela “parka vermelha horrível”.

Silvino garante ter feito todos os depoimentos sob o efeito de medicação e insinua também que lhe era sempre dado um copo “que não sabia o que tinha. Não sabia se era wisky, vodka ou absinto”, explica. “Quando regressava à prisão transpirava, via a dobrar e não conseguia segurar o sabonete quando ía para o chuveiro”. Em relação a Paulo Pedroso, disse também que o único contacto que teve com o ex-governante foi quando este se deslocou à Casa Pia “para participar num almoço de despedida” de um quadro da instituição. “Foi um almoço muito bonito, lembro-me que estava muito calor e o Xôtor Paulo Pedroso até desapertou as calças à frente…”, adiantou Silvino. Na entrevista, Carlos Silvino insinua também que a investigação foi sempre orientada segundo objectivos previamente definidos. “Eles queriam que eu assinasse o papel e eu não assinei”, afirma, adiantando que, em vez disso, teve que apor a impressão digital do indicador direito, dado ter o grau de escolaridade ao nível das Novas Oportunidades. “Não estou surpreendido. Sempre foi claro que haveriam de falar, quer o Carlos Silvino, quer os jovens que me incriminam, quando percebessem que tinham sido usados para condenar pessoas inocentes. Agora fico à espera que os jovens abram a boca, se me é permitida a expressão!…”, afirmou Carlos Cruz piscando o olho e lançando um sorriso maroto ao estagiário do Inimigo, de 17 anos, enquanto consultava o site www.naughty_young_boys.com.

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