Portugueses voltam aos empregos e ficam espantados por a empresa onde trabalham não ter sido encerrada ou destruída por um meteorito

Vítor Elias 3 de Janeiro de 2011

Esta segunda-feira milhões de portugueses voltaram aos seus empregos e quedaram pasmados por, ao contrário do que indiciavam todas as crónicas nos jornais e comentários nas televisões, as empresas onde trabalham não terem sido arrasadas por algum cataclismo de proporções bíblicas neste começo de 2011.

“A empresa de telecomunicações onde trabalho aparentemente não foi deslocalizada para o Uzbequistão ou engolida por um tsunami, ao contrário do que pensei que aconteceria em 2011 após ter lido as crónicas do Miguel Sousa Tavares e do Pacheco Pereira”, explicou um operador de call center de 26 anos de idade. “Estou contente, mas não confiante. Eu li as crónicas do Henrique Raposo e ouvi as opiniões do António Lobo Xavier, por isso estou consciente que, quando sair do local onde trabalho, hoje à tarde, e olhar para trás, para me certificar que a empresa ainda lá está, Deus vai transformar-me num bloco de sal”, concluiu o jovem, que ainda assim é um dos portugueses mais optimistas que existem hoje em dia. VE

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