Presidentes de Juntas de Freguesia que estão à espera dos salários apenas conseguem sobreviver com a ajuda dos familiares que trabalham com eles na autarquia

Vítor Elias 8 de Setembro de 2010

O Governo está à espera que a Assembleia da República fixe os critérios de distribuição da verba para pagamento dos Presidentes das Juntas de Freguesia, pelo que estes continuam com os salários em atraso.

“Isto é que vai uma desgraça”, explicou ao IP um Presidente da Junta. “Felizmente ainda posso contar com a ajuda financeira da minha mulher, que é secretária aqui na junta, e da minha filha, que trabalha como engenheira nos quadros da Câmara Municipal, bem como do meu cunhado, que tem uma pequena empresa de construção civil que ganha todas as adjudicações da autarquia, ou do meu avô, de 84 anos de idade, que trabalha no departamento de informática da Junta de Freguesia, onde está encarregue de digitalizar os contratos da autarquia que a minha sobrinha carimba na repartição. Se não fossem eles, passava uma fome negra, como passava o meu primo Manuel, um pobre coitado com a antiga quarta classe, antes de entrar para a administração da empresa municipal de resíduos urbanos”. VE

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