Apito Dourado no futebol feminino: árbitras viciavam resultados em troca de companhia de homens que as elogiavam, cantavam músicas românticas e iam com elas às compras

João Henrique 20 de Agosto de 2010

Esta semana foi notícia um escândalo de corrupção de proporções gigantescas no meio do futebol feminino português.

Segundo as investigações, dezenas de mulheres dirigentes são suspeitas de tráfico de influências, coação sobre equipas de arbitragem e pagamento de anéis de diamantes, lipoaspirações, implantes de silicone e acompanhantes masculinos. Nesta operação, desencadeada pelo lançamento de “Eu, Armando”, dezasseis pessoas foram detidas. “Sou pago para concretizar as fantasias das árbitras. Estivemos 8 horas no centro comercial a fazer compras, ajudei a escolher as roupas, conversámos sobre moda, beleza, fofoquices e coisas da vida. Fomos ver uma comédia romântica, levei-a a jantar à luz das velas num restaurante com vista para o mar, ofereci-lhe flores, toquei e cantei músicas do Caetano Veloso, Jorge Palma, Paulo Gonzo e do Tiago Bettencourt. À meia-noite, fui levá-la a casa”, afirmou um “banana de passear”. JH

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