BPN vai ser privatizado na Feira do Relógio

Mário Botequilha 6 de Agosto de 2010

O Governo aprovou a privatização de 95% do BPN por 180 milhões de euros, depois de a Caixa Geral de Depósitos ter lá enterrado quatro mil milhões e de existir uma herança de 1,9 mil milhões de imparidades (ou, em linguagem mais técnica, buracos).

Teixeira dos Santos anunciou que o BPN será devolvido ao mercado, mais exactamente à Feira do Relógio, o local mais indicado para vender acções ao preço dos relógios Róulex e dos ténis Náike. O ministro das finanças não confirmou a adaptação da marca comercial, de BPN para Dóitche Banke.

Mas aproveitou para mostrar o pregão que se poderá ouvir no Relógio, a partir deste fim-de-semana: “Olhóooo banco à venda! Leva-leva-leva o banquinho do Oliveira e Costa! Ó freguês, compre-me acções do BPN ao preço da uva mijona e ofereço-lhe três produtos de retorno absoluto do BPP!” MB

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