Último desejo dos condenados à morte na China é terem um telemóvel

Vítor Elias 16 de Julho de 2010

A cada mês que passa são comprados, na China, 10 milhões de telemóveis, existindo já 700 milhões no país.

A febre é tanta que os dissidentes chineses condenados à morte dispensam uma refeição decente como último desejo, preferindo que lhes dêem um Nokia para mandarem às famílias um SMS a avisá-las que vão levar um tiro na nuca e aproveitando ainda para tirar uma fotografia ao pelotão de fuzilamento e enviá-la por MMS aos amigos. Alguns ainda pedem um iPhone, para poderem actualizar em tempo real, no Twitter, o fuzilamento. Por exemplo, esta semana Lee Hujiau, acusado de subversão, foi fuzilado momentos antes de se ter juntado no Facebook, via Blackberry, ao grupo “pessoas que vão morrer daqui a instantes”, que conta com milhares de membros na China, no Iraque, no Irão, na Coreia do Norte e em Setúbal.

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