FIFA, UEFA e CocaCola criam gabinete de serviços de apoio a países vítimas de stress pós-competição

Inimigo Público 7 de Julho de 2010

Por Filipe Vieira

As três grandes empresas responsáveis pela organização das principais competições de futebol a nível europeu e mundial, chegaram hoje a acordo quanto à criação de um gabinete de apoio aos países organizadores que sejam vítimas de stress pós-competição.

Sendo cada vez mais frequente, esta forma de stress manifesta-se imediatamente após o final da competição e resulta da frustração dos países em encontrar soluções economicamente viáveis para os estádios construídos. Em casos excepcionais, este sintomas podem ainda ser agravados quando são dados a conhecer os enormes prejuízos decorrentes da organização das provas, como é o caso do actual mundial de futebol. Em entrevista na África do Sul, onde ainda decorre o Mundial 2010, Michele Platini afirmou que “mais do que uma ajuda pontual, pretendemos prestar um apoio contínuo e crescente, o qual à excepção dos jogos de futebol, dever-se-á desenvolver como um mundial a tempo inteiro. No fundo, o nosso objectivo será orientar os responsáveis de cada país no sentido de estabelecerem uma estratégia de constante e crescente investimento público na renovação dos estádios que apresentem problemas de rentabilidade, de forma que se consiga perpetuar o prejuízo. Em contrapartida, o nosso gabinete apenas passará a ter direito a 90% das receitas desses estádios e os restantes 10% servirão para a compra de anti-depressivos e ansiolíticos, a distribuir gratuitamente numa edição impressa de um jornal de referência.” Espera-se ainda que em futuras provas os custos deste apoio sejam incluídos no orçamento inicial da competição, e o FMI venha a oferecer linhas de crédito com taxas de juro muito baixas, “provavelmente indexadas ao número de espectadores nos estádios” referiu ainda Michele Platini. Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, já fez saber em comunicado oficial que a FPF está interessada em recorrer a estes serviços, e já comunicou com o Primeiro-Ministro no sentido de incluir a despesa no orçamento de estado para 2011.

Actualização – 07-07-2010 16:15 Esta noite em conferência de imprensa, o grupo Mota-Engil manifestou a sua disponíbilidade para apoiar esta nova oportunidade

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