Ministério Público não investiga corrupção em partidos com menos de dois dígitos

João Henrique 1 de Outubro de 2009

O Ministério Público efectuou buscas em três escritórios de advogados no âmbito da investigação sobre a compra de dois submarinos quando Paulo Portas era ministro da Defesa. Este hábito de fazer a folha a líderes de pequenos partidos que conseguem de forma inesperada dois dígitos dos votos remonta aos primórdios da própria instituição.

“O CDS teve 16% nas eleições de 1976. Fomos logo tentar apanhar maroscas do Freitas do Amaral. Em 1985, o PRD teve 17,9%. Terça-feira já lá estava a malta a tentar lixar a vida ao Hermínio Martinho. Nas eleições legislativas de 1910, antepassados meus foram investigar uns ajustes directos de uns cavalos e umas ferraduras que malta do Partido Progressista e do Partido Regenerador andou a fazer ao longo do Século XIX. Durante as Cortes de Lisboa de 1645-1646, el-Rei D. João IV ordenou ao procurador-geral da Coroa e Fazenda para meter na ordem uns fidalgos que andavam armados ao pingarelho”, recordou um investigador do Ministério Público.



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