Licenciados que arranjaram emprego sazonal como nadadores-salvadores no Litoral Alentejano pensam em metáforas sobre o mar enquanto salvam as pessoas

Vítor Elias 29 de Junho de 2012

Pela primeira vez, a Associação de Nadadores Salvadores do Litoral Alentejano conseguiu reunir os colaboradores suficientes para começar a época balnear com todas as vagas preenchidas, situação que a associação atribui à precariedade laboral dos jovens alentejanos.

Porém, ao que o IP apurou, o facto de as vagas de nadador-salvador terem sido ocupadas por licenciados precários pode acarretar riscos, uma vez que tentam salvar as pessoas em apuros enquanto pensam na composição química da água salgada ou reflectem na influência do mar da imaginação metafórica dos poetas nacionais. “Quando vejo alguém a pedir ajuda no mar, penso sempre até que ponto não foi o narcisismo dessa pessoa, incutido por um peixe, que a levou a essa situação, e até que ponto não merece estar a passar por agruras, como a Fada Oriana da imortal Sophia de Mello Breyner Anderson”, confessou um nadador-salvador ao IP. VE

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